Carnaval 2015 em Buenos Aires

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Em 2015, além do Chile, eu tive a oportunidade de conhecer alguns lugares incríveis (aos poucos falarei sobre todos eles aqui no blog) e um deles foi Buenos Aires.

Antes de viajar para lá, as opiniões que ouvi sobre eram 08 ou 80: uns amavam, outros odiavam e eu quis tirar minha própria conclusão. Desta forma, aproveitando o clima de carnaval, resolvi relembrar como foi o meu no ano passado.

Mais uma vez fui com meu namorado (meu companheiro de viagens, rs!). Aproveitamos os quatro dias de folga no trabalho e a facilidade de acesso, já que se trata de um país vizinho, com um voo de no máximo 4 horas (direto), não precisa de visto ou passaporte, apenas identidade é suficiente, e em quatro dias você consegue conhecer tranquilamente os principais pontos da cidade.

Buenos Aires, além de ser a capital, é a maior cidade da Argentina. Muito bem estruturada, caminhar entre seus bairros é bastante simples, além de oferecer ótimas opções gastronômicas (famosa carne argentina e suas empanadas), o tango que aguça a curiosidade dos turistas, seus diversos cafés e toda sua arquitetura com influências europeia.

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HOSPEDAGEM

Quando definimos nossa viagem, começamos a pesquisar muito sobre qual seria o melhor local para se hospedar. Pensamos em três opções: no Centro, é ótimo para quem tem poucos dias, vai à cidade pela primeira vez e quer conhecer os pontos turísticos, afinal fica próximo de tudo. Porém, não optamos pelo Centro, pois a noite acaba que o mesmo fica meio abandonado, a não ser que você se hospede em Puerto Madero (que é bem mais caro). Pensamos então em Recoleta, que é um bairro nobre de Buenos Aires, queridinho por muitos que vão visitar a cidade, mas acaba sendo bem mais caro também. Por fim, decidimos ficar em Palermo, que também é um bairro nobre de Buenos Aires, os preços são mais caros que o Centro, porém mais em conta que Recoleta, com a facilidade de acesso, várias opções gastronômicas próximas, além de ser lindo. Palermo acaba sendo outra opção bastante requisitada pelos turistas e valeu bastante apena.

Hotel:

Ficamos hospedados no Bulnes Eco Suíte e eu amei esse hotel. Ele não é dos mais baratos, mas sabe quando você realmente se identifica?

O hotel é novinho e com um toque moderno, tem 41 suítes, wifi, ar condicionado e TV em todos os quartos, super bem localizado, com metrô a menos de cinco minutos de distância. O atendimento de todos os funcionários foi excelente, qualquer ajuda que precisávamos, podíamos solicitá-los. Lá você pode comprar alguns passeios também e trocar o Real por Peso, caso queira.

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O QUE CONHEMOS – CITY TOUR

Nesses quatro dias procuramos otimizar ao máximo nosso tempo, portanto, no primeiro dia de viagem contratamos uma agência que nos levou para fazer um City Tour (o mesmo foi feito na Van, aqueles característicos ônibus já tinham acabado – tem que contratar com bastante antecedência), passando por vários pontos que queríamos conhecer.

Esses City Tours você pode contratar na própria Calle Florida, aliás, o que mais você encontra lá são pessoas vendendo passeios (não lembro o nome da agência que contratamos) e o famoso câmbio negro, que obviamente vale muito mais a pena, porém é sempre arriscado. Nós compramos um pouco numa joalheria, testamos para ver se era verdadeiro e era Inclusive, durante a compra o rapaz explicou para gente diferença da nota falsa para verdadeira assim, resolvemos trocar todos os pesos com ele, na época saia por volta de 4x mais, enquanto que nas lojas oficiais saia por 3x. 

Centro de Buenos Aires: Primeira parada é a Casa Rosada. Ficamos lá em torno de uns vinte minutos para todos tirarem fotos e não chegamos a entrar na Casa. Passamos pelo Café Tortoni, seguimos pelo Obelisco, porém a Van não para, nós fomos por conta própria antes de comprar o pacote. E na sequência passamos pelos tradicionais bairros de Buenos Aires, sempre com o guia nos mostrando e explicando a história dos lugares (tudo em portunhol, haha).

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Recoleta: Lá paramos para tirar foto na La Flor Gigante. É um monumento bem bonito e ponto certo dos turistas. A flor se abre de dia e se fecha a noite. Em seu torno tem um enorme gramado onde as pessoas pegam sol, leem um livro, fazem picnic. Infelizmente quando fomos estava em obra, o que não é nada legal para tirar fotos.

Floralis Generica

La Bombonera: Outra parada obrigatória, especialmente para os amantes de futebol. Eu que apenas gosto, também tinha bastante interesse em visitar o estádio do Boca Juniors. Compramos o ingresso e fomos rapidinho na parte da arquibancada para não demorar muito, pois apenas eu e meu namorado resolvemos entrar no estádio, enquanto o restante do grupo ficou esperando, mas existe a possibilidade de entrar no vestiário e em outros pontos do estádio onde é contatada toda história do clube. O estádio fica localizado no bairro La Boca, que é bastante perigoso, esse foi um dos motivos para escolhermos ir com agência, é um bairro que infelizmente tem que tomar cuidado e seu em torno não é nada bonito, mas com certeza vale ser visitado.

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Caminito: Ainda no bairro de La Boca, paramos no Caminito, aquele ponto com diversas casinhas coloridas. O local antigamente era uma estação de trem que fechou e ficou abandonada durante um tempo, foi assim que alguns moradores, incluindo o pintor Boca Quinquinela, decidiram reformar o local. Este é uma parte mais segura de La Boca, lá você encontra restaurante e várias barraquinhas, lojinhas de lembranças, artesanatos, etc.

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À noite fomos jantar no Hard Rock Café que fica na Recoleta, era Valentine’s Day, aproveitamos para comemorar.

BUENOS AIRES POR NOSSA CONTA  

Nos outros dias de viagem, ficamos por conta própria. Tiramos um dia para andar e explorar bem a cidade, saímos do nosso hotel cedinho, após um farto café da manhã e seguimos quase que sem rumo para explorar Palermo (Os Bosques) – Palermo é dividida em alguns sub-bairros: Bosques de Palermo, Palermo Soho, Palermo Hollywood e Palermo Chico.

Achamos pelo caminho o Parque Tres de Febrero, como era um domingo, as pessoas patinavam, andavam de bicicleta e ficavam a beira do lago com vários patinhos nadando, uma delícia de lugar.IMG_2611IMG_2620IMG_2623

Na sequência, paramos no Jardim Japonês (entrada paga), criado pela comunidade japonesa, um lugar lindo, muito bem cuidado, com lago, com muita arborização, jardins, encontrando também atividades culturais, restaurante, viveiro e artigos variados.

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Na volta, fomos ao EL Rosedal, um dos parques mais belos de Buenos Aires. Por lá podemos ver o Jardim dos Poetas, Pátio Andaluz e a Ponte de Los Namorados frente ao lago, na qual você pode alugar barco.  O parque é formado por um jardim com mais de mil e duzentos tipos de rosas.

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Paramos em Palermo Soho em um de seus vários bares para tomar uma cervejinha e petiscar algo após uma longa caminhada. Essa é a parte boemia de Palermo, além disso tem um feirinha com várias opções de compras, desde roupas, bolsas, até artesanatos e lembranças.

De noite, fomos assistir a um show de tango: Madero Tango em Puerto Madero. Compramos no próprio hotel a opção mais barata (portanto, sem jantar), que é servida alguns frios e um chopp para cada. Uma van nos buscou e trouxe de volta. Em suma, não curtimos tanto, achamos muito repetitivo e pouca coisa atrativa, além disso o local é muito cheio, ficamos em uma mesa com várias pessoas e o atendimento não é bom. Talvez devêssemos ter comprado Señor Tango que é mais um espetáculo.

Madero Tango

Em outro dia, fomos no Zoo Lujan de ônibus. A ida desta forma é super tranquila, vá à Plaza Itália e pegue o ônibus 57 com direção à Mercedes, mas é importante sempre perguntar se aquele ônibus 57 é o que passa no zoológico, pois existem vários com o mesmo número. Para comprar o ticket, a boleteria que fica ao lado do ponto de ônibus estava fechada, portanto, tivemos que procurar uma loteria que ficava do outro lado da rua, um pouco mais afastada. A entrada no zoológico é cara, custou em torno de $400 pesos na época, mas na minha opinião valeu a pena ter ido. Sei que tem pessoas que são extremamente contra pela questão do doping em animais, mas na minha opinião, não achei os mesmos dopados. Achei os animais muito espertos, inclusive, e bem tratados. Eles são alimentados o tempo inteiro, tanto com leite como com carnes. Por diversas vezes tínhamos que esperar os animais se acalmarem para podermos entrar na jaula e além disso, eles são criados com cachorros desde filhotinhos.

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Resolvemos caprichar no jantar desta vez e fomos ao La Cabrera, restaurante que nos foi indicado por alguns amigos e é o mais visitado em Palermo Soho, considerado uma dois melhores da América Latina. Já na espera nos foi servido espumante e não demorou muito para sermos chamados. Sentamos em uma mesinha no meio da rua, porém super aconchegante e romântica: bebemos um vinho e escolhemos uma tradicional carne argentina, para fechar com chave de ouro pedimos um Petit Gateau divino, tudo isso com um atendimento perfeito dos garçons.

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Por último voltamos ao centro de Buenos Aires. Mais uma vez andamos pela Calle Florida, pois só tínhamos ido no primeiro dia para comprar o City Tour e trocar nosso real e dessa vez, andamos ela toda.  Lá tem diversas lojas, lugares para comer, etc, mas o que mais incomoda são os vendedores te cercando a cada passo que você dá, é chato e inconveniente. Descemos ela toda até chegar às Galerias Pacífico, que são uma obra de arte. Lá você encontra as melhores marcas de Buenos Aires e seus preços são bem mais elevados também. Saindo de lá, passamos mais uma vez pela Casa Rosada e seguimos caminho para conhecer Puerto Madero. Eu amei aquele lugar, andamos ele todinho, passeamos pela Puente de la Mujer, até chegarmos ao Cassino Buenos Aires, que é muito interessante por se tratar de um cassino flutuante, alias como é fácil sair falido de lá haha.

Puerto MaderoPonte de Las MujeresIMG_3391

Foi isso pessoal, tentei detalhar bem com o que eu lembrava, qualquer dúvida deixem nos comentários.

Espero que tenham aproveitado um pouco dessa viagem comigo 🙂

Por: Vanessa Lucena

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Um comentário sobre “Carnaval 2015 em Buenos Aires

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